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COLAPSO NA SAÚDE
Olivan confirma o que Teresa alertou.

Teresa alertou
Há dois meses, quando decretou política de distanciamento social e fechamento de parte do comércio e empresas, a prefeita Teresa Surita, alertou sobre a possibilidade do sistema de saúde colapsar devido à pouca estrutura, reduzido quadro de médicos e enfermeiros, e sem estruturas físicas, de equipamentos e insumos para atender a demanda de doentes pela Covid-19 que poderia ocorrer.


Colapso confirmado
Não deu outra. Anteontem, o próprio secretário de Saúde, Olivan Júnior, informou que o Hospital Geral de Roraima já está em colapso, sem ter mais como internar doentes do Covid19 sequer em leitos de espera, e muito menos em UTIs. E afirmou que a única alternativa para os doentes da Covid-19 é colocar do hospital de campanha do Exército em funcionamento. O hospital está pronto, porém, Antônio Denarium não o equipou e nem contratou médicos e enfermeiros para o seu funcionamento.


Sabia do caos
Teresa Surita alertou para isso pedindo à população que ficasse em casa evitando sair desnecessariamente, e assim as pessoas evitassem o risco de contaminação em massa - como já vem ocorrendo -, acarretando no colapso do sistema de saúde. Teresa sabia do caos na Sesau, no HGR, da falta de medicamentos e equipamentos, e que essa situação agravaria ainda mais com a demanda dos infectados com o coronavírus.


Secretário confirmou
E Olivan Júnior confirmou tudo o que a prefeita alertou. Ele revelou em entrevista à radio Folha que a realidade na Sesau, no HGR, nos postos de saúde "é de completo caos", sem estrutura, sem materiais, sem equipamentos, sem remédios, além de uma total desorganização administrativa dentro da pasta, tanto que Olivan afastou as chefias de setores estratégicos comandadas por servidores com vícios históricos, e colocou militares no lugar deles.


Incapaz de ouvir
As revelações do secretario de Saúde, comprovam que Denarium foi incapaz de ouvir o que, há um ano e um mês, lhe disse Aílton Wanderley, o primeiro secretário de Saúde a deixar o cargo, de que havia corrupção envolvendo políticos e empresários dentro da pasta.


Fez pior
Denarium também não ouviu o quarto secretário, Allan Garcêz, que saiu da pasta depois de demitir o adjunto Francisco Monteiro por suspeita de irregularidades dentro da pasta. Pior. Denarium promoveu Monteiro a titular e meses depois teve que demití-lo, com todas as honras e elogios, depois de que ele pagou antecipadamente R$ 6,4 milhões por 30 respiradores. Denarium disse que sabia da compra, mas não sabia do valor dela. Alguém acredita nisso?


Sem resposta
​Há 10 dias, Olivan Júnior solicitou ao governador que pedisse ao Ministério da Saúde intervenção federal no setor em Roraima. Denarium ainda não respondeu. Preferiu, ontem, usar um senador que se põe como "menino de recado" e outros capachos de luxo para defender que a intervenção seja feita na saúde municipal, que adquiriu 26 respiradores ao custo de 10% dos respiradores que Denarium sabia que foram comprados, mas não teve nenhuma curiosidade de perguntar quanto custaram ao seu governo.


Não ouve e nem atende
Denarium, como se vê, não ouve e nem atende o que secretários lhe alertaram sobre roubo na Sesau, e o que o atual lhe alerta sobre o caos no sistema de saúde. Caos traduzido em mortes, que Teresa Surita, há dois meses, avisou que poderiam ocorrer.


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