- 11 de mar�o de 2025
Conscientizar a sociedade
O clima de polarização entre bolsonaristas e petistas só beneficia Jair Bolsonaro e Lula. Se outros pretendentes à Presidência da República em 2022, e defensores de um país sem extremismos dominantes querem mudar a realidade que se vive hoje em todos os cantos do país, melhor tratarem de conscientizar a sociedade que há outras opções às radicalizações de extrema direita e de esquerda petista.
Equilíbrio
O Fontebrasil ouviu ontem algumas opiniões sobre essa polarização da política. Para o senador Chico Rodrigues, vice líder do governo no Senado, "o momento tem que ser de equilíbrio" lembrando que já há sinais de indicadores econômicos e sociais de retomada do crescimento, aumento de emprego, queda de juros e acordos de investimentos externos no país.
Prevalecer a Constituição
"Esperava-se moderação (discurso assim que deixou a prisão) do ex-presidente Lula. Porém, o que vimos foi a radicalização que pode causar consequências imprevisíveis. Espero que prevaleça a racionalidade com a direita, centro e esquerda entendo que o preço da democracia é a eterna vigilância de ambos os lados sob pena de recrusdecimento. Tem-se que prevalecer a Constituição como garantia da lei e da ordem", defendeu Chico Rodrigues.
Grande vencedora
A deputada Joênia Wapichana comentou que a polarização foi a grande vencedora da eleição passada, e isso se aprofundou mais nesse ano. "Ninguém mais discute o Brasil. Ninguém mais argumenta sobre propostas. Na lógica da polarização basta apenas desconstruir o outro. E para isso, fazem valer das fake news, mentiras, e outros absurdos. As redes sociais mostram isso, o que é extremamente perigoso", comentou a deputada.
Cultural e social
"Acho que o Congresso, lideranças de classes e o meio político precisam entender e mostrar ao país que existem alternativas e não só dois lados. Existe o lado do Brasil, do povo e é isso que, como parlamentares, precisamos conhecer e construir dentro da ampla diversidade cultural e social que há em nossa sociedade", completou Joênia Wapichana.
Tirando o foco
De acordo com o advogado Alex Ladislau, que coordenou o movimento "Vem pra rua" em Roraima, a questão não é propriamente o radicalismo de esquerda e de direita, e sim, "a corrupção que está em todos os partidos mas não em todos os políticos, e que está sendo esquecida, tirada de foco, devido à polarização das discussões. A corrupção é o principal problema da política."
A maioria
Para a professora de Política Internacional da Universidade de Lisboa, Jordana Amaral, o eleitorado que só votou em Bolsonaro por ser contra o PT, o eleitorado que votou em Fernando Haddad contra o discurso de extrema direita de Bolsonaro, e mais os eleitores convictos das outras candidaturas que disputaram a Presidência, formam a maioria no país.
Precisa ser trabalhada
"Essa maioria (anti Bolsonaro e anti Lula) precisa ser trabalhada para que o Brasil não viva uma democracia de extremos onde para uns o porte de arma é defendido como política de segurança, e para outros, o "mensalão" e o "petrolão" não passam de fição científica, que nunca existiram. Cabe aos políticos, às organizações sociais, e à imprensa se posicionarem em defesa da democracia ampla e não restrita apenas dois lados", salientou Jordana Amaral.
Momento negativo
Para o apresentador da Band em Roraima, Bruno Perez, o momento é negativo em termos de discussões políticas devido ao extremismo que as pessoas estão adotando, e que há ausência de maior participação de deputados e senadores constra essa polarização. "Em Roraima, nenhum político tem tomado partido, não opina-se em nada" quanto ao combate ao extremismo.
Bruno Perez aponta que a sociedade está sendo levada aos dois extremos movida por uma onda de "oba-oba", compartilhando a favor e contra Lula e Bolsonaro, porém sem que se note uma consciência do como e no que está se posicionando.
PMPI
A Câmara de Boa Vista debateu ontem o Plano Municipal da Primeira Infância, apresentado pela prefeita Teresa Surita. Os vereadores discutiram a proposta em audiência pública com diversos setores da sociedade. O vereador Zélio Mota (MDB), líder do executivo municipal na Câmara, foi quem conduziu a audiência.
Solidariedade
Ficou feio
Ficou feio para Antônio Denarium ter embarcado na conversa do seu líder na ALE, Sampaio das Diárias, e ter ingressado com intervenção na Universidade Estadual (UERR) sem amparo legal. Ontem, a desembargadora Tânia Vasconcelos rejeitou recurso do governo que já havia tido derrubada a intervenção na semana passada pelo juiz Luiz Alberto de Morais Junior.
Não deveria se meterDenarium entrou na "onda" de Sampaio das Diárias que é inimigo público do presidente da ALE, deputado Jalser Renier. "O governador não deveria se meter em questões de outros poderes. Esta aí o resultado, a justiça considerou ilegal a intervenção na UERR, e derrubou o recurso dele (Denarium). Depois vai querer entendimento com deputados que defendem a independência do Legislativo vai ser difícil", comentou um experiente parlamentar.
Desigualdades
Exemplo de país das desigualdades. As férias de 60 dias que o Judiciário e mais o Minitério Público têm direito, representam, segundo reportagem do "Estadão", R$ 4 bilhões por ano. O país vive uma crise em que cortes nos gastos públicos com demissões e redução de salários fazem parte da proposta do governo. Mas dar à turma de toga os mesmos 30 dias de fériss que todo trabalhador normal têm, nem pensar.
Orçamento de Roraima
Em tempo, R$ 4 bilhões representam orçamento anual do estado de Roraima.
A vida como ela é...
Cada vez melhor?
Para um governo que há seis meses fica repetindo em propaganda cara e paga com dinheiro público, que graças a Antônio Denarium, Roraima "está cada vez melhor", depois que uma idosa que tinha tapurús no ouvido, faleceu no HGR, e depois da morte de uma índia de 16 anos por falta de Tratamento Fora do Domicílio, ontem circulou nas redes sociais denúncia que na Maternidade Pública, baratas cicrulam livremente em enfermarias daquele hospital.
Deplorável
O estado deplorável da maternidade denunciado em vídeo por familiares de pacientes, mostra ainda a imundice em que se encontra o banheiro de uma das alas, com insetos empestando as paredes onde o governador deveria tomar banho e fazer suas necessidades fisiológicas, já que Roraima "está cada vez melhor".
Governador do agronegócio
Esses vídeos não são os primeiros que expõem como o governo gerencia mal a saúde pública. E confirma o que muita gente comenta há meses no trabalho, nas rodas de amigos e até dentro do próprio Palácio Hélio Campos: Denarium é o empresário e governador do agronegócio, ramo que ele junto com amigos que lhe bancaram a campanha eleitoral, faturam. Denarium não é o governador da educação, ou o governador da saúde.
ComparaçãoTanto é o governador do agronegócio, que fazendo uma comparação rasa de suas viagens para Brasília e outros estados, quantas vezes se soube que ele foi atrás de remédios, de medicamentos, de dinheiro para contratação de mais médicos e enfermeiros, foi atrás de ambulâncias, e equipamentos para cirurgias simples que há mais de um ano não ocorrem no HGR, e quantas vezes ele foi tratar de agronegócio?
Dindin pra TFD, não. Pra agronegócio, sim
Enquanto o agronegócio é coisa para o futuro e interessa uns 10 empresários do estado, que apoiam Denarium, no presente, no HGR e na maternidade pública, as baratas e tapurús fazem a festa. Menina de 16 anos morre porque o governo não tinha dinheiro para lhe dar passagem e internação, mas viajar semana sim semana não para negócios e investimentos, tem.
Sujeito oculto
Ao pé da letra, realmente, Roraima está cada vez melhor. Mas só para quem repete essa frase se colocando como sujeito oculto.