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Edersen Lima - Lisboa

Rombo de R$ 1,7 mi será visto pelo TCE


Humanizar imagem e governo
Dona Suely Campos está perdendo a oportunidade de humanizar sua imagem e seu governo com a população. Não tem como negar que por erros, problemas ou deficiências de pessoal ou materiais, em resumo, de gestão, ocasionaram as mortes extras, acima da média normal, numa referência ao que o adjunto da Secretaria de Saúde, Paulinho Linhares, alegou ontem, quatro dias após as 18 mortes em menos de 24 horas.


Nos corredores
A realidade do HGR já foi mostrada inúmeras vezes nas redes sociais e em reportagens na imprensa. Há pacientes ocupando os corredores. Há constante reclamação da falta de remédios e medicamentos, e isso, feito por médicos e enfermeiros. Há um gasto alto, excessivo com o retorno que é dado em serviços pelas empresas prestadoras e fornecedores. 
Reconhecer, governadora, que há deficiências de gestão na saúde pública é forma de humanizar a situação e sua imagem. 


Sem efeito
Não adianta esses assessores trasvestidos de 'salvadores da pátria' arrumar desculpas esfarrapadas que não colam, que são logo desconstruídas justamente porque não refletem a verdade. Não adianta dizer que há demanda excessiva porque a Prefeitura não atende a contento; porque aumentou o número de atendimentos com os venezuelanos alojados na cidade, ou colocar um sem noção oportunista para acusar a bancada federal de não ter destinado mais recursos para a saúde.


Despolitizar a saúde
O governo tem que aproveitar esse momento ruim, de indignação popular, e fazer o que tem que feito. Tem que despolitizar a saúde pública. Até as pedras soltas do Beiral sabem que os dois comandantes da pasta são pretensos candidatos a deputado estadual e a federal. Sabem, também, que as empresas de limpeza e fornecimento de alimentos são ligadas a metro e meio de gente que tem único objetivo: o de fazer caixa para campanha eleitoral do ano que vem. 


Tire das mãos 
Como diria a conselheira Cilene Salomão, 'não pode, Suely'. Não pode colocar a saúde pública nas mãos de quem quer fazer política. Quando acontece esquemas para arrumar financiadores de campanhas, empregos para correligionários, facilidades para profissionais que irão servir de cabos eleitorais, a coisa dá nisso: 18 mortes em menos de 24 horas.


Cooperativa sem ligação com políticos
Contratos com cooperativas que visam lucro acima - bem acima - dos serviços e atendimentos que irão prestar, é outra forma de quebrar o sistema de saúde pública. A politicagem com propinas rola solta nesses casos.
E aqui cabe um lembrete: cooperativas não podem ser ligadas a políticos.
 
 
Oportunismo
Não podia ser diferente. Em meio a traumas e tristeza de parentes dos 18 mortos de sábado para domingo passados, vem Telmário Mota, oportunamente, responsabilizar a bancada de deputados federais pelas mortes, dizendo que não destinaram mais recursos para a saúde pública.
E tú, Telmário, destinou quanto para o Hospital Geral de Roraima?


Piada
Olhando as emendas de Telmário Mota, é de achar graça. O colega Romero Jucá que não sai da boca dele, destinou para Normandia, município em que Telmário nasceu, praticamente o mesmo volume de recursos que o filho ilustre dalí, destinou.


Deixar latir
Aos deputados federais, acusados por Telmário Mota, em especial Jonatan de Jesus, que divulgou que destinou mais de R$ 20 milhões para  saúde pública, cabe desprezar a acusação da mesma forma como se despreza cão que rosna dentro do cercado, ou desmascará-lo, mostrando que não é nada disso a carona que ele quer pegar.


Joga a culpa no cachorro
Ontem, em um boteco tradicional de Boa Vista, um coleguinha da imprensa comentou o vídeo em que o 'senador de Nibirú' acusa a bancada federal: 'Telmário me lembra aquela piada do cabra que peida e faz maior teatro culpando o cachorro que está dormindo ao lado'.


Divulgação
E o líder do governo no Senado, Romero Jucá, iniciou divulgação mas mídias sociais das principais obras que foram realizadas com recursos obtidos por ele, como a construção de quatro unidades básicas de saúde, na sede e nas vilas rurais de Mucajaí. Uma dessas obras é a Unidade Vovó Joana (foto ao lado).


Mais um para Jean Wyllys
Se uma proposta popular protocolada na Câmara de Deputados atingir meta de 20 mil assinaturas, ela pode ser analisada para que seja transformada em lei ou efetivada em termos da legislação interna casa. O polêmico deputado Jean Wyllys, extrapolou no protesto contra a sentença do juiz Sérgio Moro, levantando suspeitas de que Moro vaza seletivamente informações da Lava jato, e que age com tirania contra blogueiros.
Até ontem 60 mil pessoas haviam asinado no site da Câmara pedido para que Wyllys seja levado ao conselho de Ética por falta de decoro


Palestra
O programa Abrindo Caminhos realizou ontem a palestra "Socorro! Meu Filho Não Me Escuta", sobre as dificuldades de comunicação entre pais e filhos. A reclamação é geral e já foi pauta e reportagens em vários telejornais, entre eles o 'Fantástico'.  'Eventos como este mostram a preocupação do programa com a qualidade de vida das famílias dos nossos participantes', comentou o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Jalser Renier.


Aloprado por propina
Aunciado como uma salvação para a Petrobras, a nomeação de Aldemir Betine, que aloprou na propina exigida da Odebrecht. Muita falta de vergonha misturada com ganância. Ele recebia R$62,4 mil do Banco do Brasil, como aposentado, e mais R$ 123 mil para presidir a Petrobras, mas decidiu cobrar propina da empreiteira antes mesmo de assumir o cargo. Após sair do comando da petroleira, o ambicioso Bendine ainda levou mais R$ 750 mil pela infame quarentena.


Motorista delatou
Vários executivos delataram os achaques de Bendine, e até um ex-motorista, que revelou a rotina de leva-e-traz de malas de dinheiro.


Escombros de R$ 1,7 
Até setembro, o conselheiro Netão Souto Maior, quer definir aquela coisa mal contada e bem gasta da delegacia do 1º DP, em que uma empresa com os donos muito próximos a um deputado do G14 ou G 13 ou G alguma coisa. Quase R$ 1,7 milhão foi a previsão da obra. Pelos escombros, dá apra imaginar que no máximo 10% do valor dela foi gasto. 
Saber sobre o restante dessa grana toda, e por que a obra não foi realizada, é o que Netão está aguardando para saber.


A sorte de Suely
Se Paulo César Quartiero não fosse tão Quartiero, sem a menor sombra de dúvida, ele já estaria governando Roraima há pelo menos um ano. O problema dele é ser uma caixinha de surpresas como político. Mas uma caixinha de boa surpresa para dona Suely e seus parentes.

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